sábado, 8 de junho de 2024

COMO ÉS LINDO


Senhor Jesus, vi o mundo lá fora hoje;
E tive medo!
Tanta violência, incompreensão e desamor.
As pessoas estão perdidas em meio à confusão que o pecado causa;
E tive medo de estar sozinho.              
Desejei estar mais um pouco na tua presença;
De como estamos juntos diante do sacrário;
Da tua mão
Do teu colo;
Como és belo!

Pude sentir tua face olhando atentamente para mim;
Com cuidado de pai;
Experimentei mais uma vez teu amor.
Como és lindo!

Senhor Jesus, vi o mundo lá fora hoje;
E tive medo!
Falsos profetas falando em seu nome aos teus filhos;
Corações perversos devorando a inocência das tuas crianças;
E mais uma vez eu tive medo de estarmos sozinhos.
Desejei estar mais um pouco na tua presença;
De como estamos juntos diante do sacrário;
Da tua mão
Do teu colo;
Como és belo!
Pude sentir tua face olhando atentamente para mim;
Com cuidado de pai;
Experimentei mais uma vez teu amor.
Como és lindo!

                                                                       Doni Carvalho

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Contos da serra do Ambrósio. (Pedra menina – Rio vermelho, MG).


Naquela manhã fazia frio, ventos insuportavelmente gelados me tiravam a percepção tátil dos dedos, congelavam-me as orelhas trazendo desconforto e ardência no nariz, ao respirar os ares daquela montanha.                                                          

Era julho, ápice do inverno nos vales da região do Jequitinhonha, a expedição havia começado a pouco mais de uma hora; de repente me vi perdido por entre aquela imensidão de areia e arbustos típicos do cerrado. 

Parei, olhei para aquela imensidão, cuja vastidão é revelada na impotência dos olhos humanos, o frio cortante do vento logo se tornaria suave na presença de uma de uma doce brisa que se apoderava do meu rosto. 

Tentei me orientar pela posição do sol nascente, sabia que estava no cume da montanha, pois já conseguia avistar um bosque denso e úmido cuja função era proteger a grande nascente. Aparentemente, atravessar o bosque era uma boa ideia, mas ao fazê-lo notei que corria perigo... em seu interior havia um grande pântano e sua lama escura formada de vegetais putrefatos, aranhas e uma infinidade de micro-organismos, sem falar de um exército de sanguessugas que já me tiravam o sossego, poderia ser meu martírio. 

Aquelas águas putrefatas já me alcançavam os joelhos, tinha a sensação de que a todo momento havia uma serpente (jararaca d’água), serpentiando em meus tornozelos...  a cisma aumentava  e com ela a tensão. 

Avistei por entre os arbustos terra seca e com algum esforço consegui romper uma parede de “navalha de macaco”, típica vegetação de banhado, (capim com potencial para abrir grandes ferimentos), daí o nome. Tive uma nova surpresa ao alcançar a terra seca, uma vasta área cujo solo estava revirado.

Percebi que se tratava de porcos selvagens, talvez caititus, (tipo de porco selvagem possuidor de grandes presas), normalmente muito agressivos e pelas pegadas tratava-se de uma fêmea com uma grande ninhada. Sabendo que na gestação este animal se torna violento, parei novamente para avaliar o que deveria ser feito.

 Um silêncio inebriante se apoderou do ambiente, nem mesmo o som do canto de um pássaro distante podia ser ouvido, tomado de uma cisma incontrolável subi na árvore mais próxima, uma imbaúba branca, tinha habilidade para estas coisas como todo matuto criado no interior. 

Quando já estava no alto da árvore senti o corpo formigar e literalmente constatei que havia um formigueiro no alto da árvore, uma formiguinha amarela cujo odor não se esquece e cuja picada arde como álcool na ferida, depois vem uma leve coceira no local que se transforma em inchaço e bolhas pelo corpo. Parecia pesadelo, do alto daquela árvore... Continua...


segunda-feira, 8 de julho de 2013

Afinando a percepção

Trabalhei um bom tempo coletando leitura e entregando faturas (contas de água), na cidade Ribeirão das Neves, em Minas Gerais. É interessante que a cada dia de trabalho se aprende algo novo. 

O trabalho de um leiturista consiste em anotar a leitura do hidrômetro (medidor de água), digitando-a em um coletor conectado a uma mini impressora que processa essa leitura e imprime a fatura na hora (on-line). Pois bem, num desses dias quando coletava leituras em uma vila, mais precisamente em um beco chamado “Beco do dragão”, pude ouvir uma voz que dizia:   

_ Aquele ladrão da Companhia de água já me roubou novamente, esta fatura está muito cara, não gasto esta quantia nunca, se eu me encontrar com ele vou soltar os cachorros.

Fiquei a ouvir aqueles palavrões a certa distancia, já que me encontrava dentro de um desses cantinhos nos quais as pessoas protegem seus padrões de água e nesse lugar a cliente, não podia me ver, mas o certo é que havia uma segunda pessoa que com ela conversava e por sua vez essa me defendia dizendo:     

_ Olha, o leiturista fez sua leitura hoje, não acredito que ele tenha inventado esta fatura pra você. O interessante é que eu podia ver as personagens, mas não conseguia perceber de quem eram as vozes. Minha intuição dizia que aquela voz que me xingava e me ridicularizava certamente pertencia àquela senhora dos cabelos cor de fogo e espetados, silhueta típica de mulher barraqueira, magra, quase raquítica, várias pulseiras adornavam seu fino e longo braço e quando de costas podia ver uma fileira de estrelas tatuadas em sua nuca. Por outro lado aquela senhora bem vistosa, com ares de graduação científica, com voz doce estava ali para interceder por mim, me afeiçoei logo de cara, pude ainda dar mais uma olhada em minha algoz, aquela mulherzinha... Porque se divertia tanto tocando terror nas pessoas com aqueles palavrões?                 

Tamanha foi minha surpresa, quando constatei que fora traído por minha percepção, a bruxa era a dona da voz doce e a bonitona era a bruxa!!! Fiquei por um bom tempo a pensar como podemos errar quando fazemos pré julgamentos. Nossa percepção pode facilmente nos trair e nos fazer incorrer em erros terríveis. Desse dia guardei uma bela lição: os olhos e os ouvidos devem trabalhar juntos. 

                     ,
Doni Carvalho

Outonos e primaveras...

Primavera é tempo de ressurreição. A vida cumpre o ofício de florescer ao seu tempo. O que hoje está revestido de cores precisou passar pelo silêncio das sombras. A vida não é por acaso. Ela é fruto do processo que a encaminha sem pressa e sem atropelos a um destino que não finda, porque é ciclo que a faz continuar em insondáveis movimentos de vida e morte. O florido sobre a terra não é acontecimento sem precedências. Antes da flor, a morte da semente, o suspiro dissonante de quem se desprende do que é para ser revestido de outras grandezas. O que hoje vejo e reconheço belo é apenas uma parte do processo. O que eu não pude ver é o que sustenta a beleza. A arte de morrer em silêncio é atributo que pertence às sementes. A dureza do chão não permite que os nossos olhos alcancem o acontecimento. Antes de ser flor, a primavera é chão escuro de sombras, vida se entregando ao dialético movimento de uma morte anunciada, cumprida em partes. A primavera só pode ser o que é porque o outono lhe embalou em seus braços. Outono é o tempo em que as sementes deitam sobre a terra seus destinos de fecundidade. É o tempo em que à morte se entregam esperançosas de ressurreição. Outono é a maternidade das floradas, dos cantos das cigarras e dos assovios dos ventos. Outono é a preparação das aquarelas, dos trabalhos silenciosos que não causam alardes, mas que mais tarde serão fundamentais para o sustento da beleza que há de vir. São as estações do tempo. São as estações da vida. Há em nossos dias uma infinidade de cenas que podemos reconhecer a partir da mística dos outonos e das primaveras. Também nós cumprimos em nossa carne humana os mesmos destinos. Destino de morrer em pequenas partes, mediante sacrifícios que nos faz abraçar o silêncio das sombras...
Destino de florescer costurados em cores, alçados por alegrias que nos caem do céu, quando menos esperadas, anunciando que depois de outonos, a vida sempre nos reserva primaveras...
Floresçamos.

Padre Fabio de Melo.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Conselhos básicos


Dê amor e carinho e receberá igual ou mais...
Tenha a paz no seu coração e voará tão alto que jamais será alcançado (a) pelo mal...
Brinde sem exageros e terá o equilíbrio, a vida...
Creia que é capaz e alcançará seus objetivos.
Acredite...
Uma boa idéia se transformará numa realização...
Preserve a própria vida e respeite a vida alheia.
Economize, mas com sabedoria. Não deixe de viver a vida por economia a pouco dinheiro e nem se venda por ele. Ame com intensidade.
Não tenha medo de alcançar as estrelas.
E o mais importante dos ingredientes...
Encontre-se com Deus todos os dias...
Assim tudo se tornará muito mais simples e o seu ano será Iluminado!


terça-feira, 2 de outubro de 2012

Av 3 - Serviço Social e o Terceiro Setor


Questão 1:


De acordo com o livro da disciplina, assinale a alternativa correta quanto ao Terceiro Setor:

Alternativas
1 -As organizações do terceiro setor não devem trabalhar em rede, deixando esta atribuição para o primeiro setor, o Estado;
2 -O trabalho em rede pressupõe um chefe que deve realizar junto às organizações do terceiro setor o direcionamento e deliberar as competências de cada ator social;
3 -As organizações do terceiro setor devem assumir o controle da rede nos diversos níveis, uma vez que nasce da sociedade civil organizada;
4 -O trabalho em rede deve ser encabeçado pela esfera estatal, uma vez que esta detém o conjunto das informações relativas ao bom funcionamento da sociedade;
5 -O trabalho em rede não possui hierarquia, mas sim uma autonomia, onde se partilha objetivos a fim de se chegar ao resultado desejado. As organizações do terceiro setor são pioneiras nesta tarefa, sendo que o trabalho em rede se constitui em um dos pilares do Terceiro Setor.
Sua resposta
5 -O trabalho em rede não possui hierarquia, mas sim uma autonomia, onde se partilha objetivos a fim de se chegar ao resultado desejado. As organizações do terceiro setor são pioneiras nesta tarefa, sendo que o trabalho em rede se constitui em um dos pilares do Terceiro Setor.

Questão 2:

Segundo o livro da disciplina, é correto afirmar que:

Alternativas
1 -O trabalho voluntário não é exatamente recente, mas acumula suas práticas ao longo da história sendo motivado por inúmeros fatores;
2 -O povo Americano foi pioneiro no trabalho voluntário sendo este divorciado dos aspectos religiosos;
3 -O trabalho voluntário não se vinculou em nenhuma época da história a religiosidade;
4 -O trabalho voluntário vai perdendo sua força no século XX
5 -As alternativas (a) e (d) estão corretas.
Sua resposta
1 -O trabalho voluntário não é exatamente recente, mas acumula suas práticas ao longo da história sendo motivado por inúmeros fatores;

Questão 3

Segundo o livro da disciplina, assinale a alternativa correta quanto ao Voluntariado:

Alternativas
1 -As organizações do terceiro setor não devem possuir trabalhos voluntários, bem como sãs ações não devem surgiu de um impulso voluntário junto à sociedade civil;
2 -De nenhuma forma a Lei estabelece que aquele que prestou trabalho voluntário receberá o reembolso de suas despesas no exercício de sua função;
3 -Não há junto a Lei a definição de prazo para a execução do trabalho voluntário;
4 -A Lei que regulamenta o trabalho voluntário no Brasil é datada de 1998 e pressupõem o estabelecimento de regras pelo que cede o trabalho voluntário bem como daquelas organizações que receberão os trabalhos voluntários;
5 -Não existe no Brasil legislação que regulamenta o trabalho voluntário.
Sua resposta
4 -A Lei que regulamenta o trabalho voluntário no Brasil é datada de 1998 e pressupõem o estabelecimento de regras pelo que cede o trabalho voluntário bem como daquelas organizações que receberão os trabalhos voluntários;

Questão 4

De acordo com o livro da disciplina, assinale a alternativa correta quanto ao perfil do gestor do terceiro setor:

Alternativas
1 -O gestor de uma organização do terceiro setor deve possuir uma postura dialogal, possuindo perfil participativo e com qualificação técnica e profissional;
2 -O gestor do terceiro setor deve possuir acima de tudo a boa vontade em ajudar os outros e liderança para impor suas decisões aos demais, principalmente ao corpo de voluntários;
3 -Se o gestor for qualificado, não há necessidade de seguir a missão institucional, uma vez que o mais significativo é angariar fundos para a manutenção de sua estrutura;
4 -O perfil participativo é um dos aspectos mais significativos que devem ser identificados junto a um gestor do Terceiro Setor;
5 - As alternativas (a) e (d) estão corretas
Sua resposta
5 - As alternativas (a) e (d) estão corretas

Questão 5:

De acordo com o livro da disciplina, assinale a alternativa correta quanto a OSCIP.

Alternativas
1 -A OSCIP foi regulamentada no governo Collor e restringe significativamente o rol de atuação das organizações do Terceiro Setor;
2 -A sigla OSCIP significa Organização da Sociedade Civil de Interesse Público;
3 -A OSCIP é um tipo de qualificação que das organizações do terceiro setor que pode ser colocada a qualquer organização sem restrição;
4 -As cooperativas possuem prioridade para serem qualificadas enquanto OSCIP;
5 -A segurança alimentar não será alvo de qualificação de nenhuma organização do terceiro setor enquanto OSCIP.
Sua resposta
2 -A sigla OSCIP significa Organização da Sociedade Civil de Interesse Público;